Por: Renata Marques | 05/08/2025
#PausaPelaSaúde
O Dia Nacional da Saúde, celebrado em 5 de agosto, homenageia o nascimento de Oswaldo Cruz, médico e sanitarista que transformou a história da saúde pública no Brasil. A data foi instituída para ampliar a conscientização sobre a importância da educação em saúde, da prevenção e do acesso equitativo aos cuidados básicos e especializados.
Mas, em um país marcado por desigualdades e rotinas cada vez mais aceleradas, a pergunta que fica é: temos, de fato, parado para cuidar da nossa saúde — física, mental e emocional?
Saúde não é só ausência de doença — é presença ativa de cuidado
No Brasil, 30% dos adultos vivem com hipertensão, quase 10% enfrentam quadros de depressão, e mais da metade dos trabalhadores relata cansaço extremo e falta de energia diária, segundo dados da Fiocruz e do IBGE. Esses números são um alerta: a saúde precisa deixar de ser assunto apenas quando falta.
Cuidar da saúde é um compromisso diário, silencioso e essencial.
É algo que começa nas pequenas escolhas, nos gestos de escuta, nas pausas conscientes e na cultura do autocuidado.
Educação e Prevenção: pilares de uma vida mais longa e plena
Ter acesso a alimentos saudáveis, dormir bem, movimentar o corpo e cuidar da mente não deveria ser um privilégio — e sim um direito garantido e incentivado por políticas públicas, ambientes de trabalho e escolhas individuais.
Ainda assim, 1 em cada 3 brasileiros dorme mal, e o consumo de ultraprocessados cresce a cada ano, como mostra o levantamento recente do Ministério da Saúde.
Educar para a saúde é fortalecer a autonomia das pessoas sobre seus corpos, emoções e limites, além de permitir que os sinais de alerta sejam reconhecidos antes que se tornem urgência.
O cuidado no cotidiano: pequenas ações que geram grandes transformações
Às vezes, o cuidado começa de forma sutil:
Essas atitudes, apesar de discretas, são grandiosas práticas de auto cuidado e inteligência emocional. São ações que nos mantêm conectados à vida — no seu ritmo, no seu tempo e nas suas necessidades.
Saúde Pública e Cidadania: o SUS é nosso e precisa ser valorizado
Com mais de 190 milhões de brasileiros cadastrados, o Sistema Único de Saúde (SUS) é uma das maiores e mais complexas redes de saúde pública do mundo. É graças ao SUS que milhões de pessoas têm acesso à vacinação gratuita, atendimentos de emergência, transplantes, medicamentos essenciais e campanhas de prevenção.
Valorizar o SUS é defender a cidadania e a vida em sua forma mais coletiva. No entanto, em 2023, mais de 30% das crianças brasileiras estavam com o calendário vacinal atrasado, segundo o Ministério da Saúde.
É fundamental resgatar a confiança nas instituições públicas de saúde e reforçar o papel de cada cidadão na construção de um país mais saudável.
Saúde emocional no trabalho: um tema urgente e inadiável
Ambientes de trabalho com excesso de cobrança, jornadas exaustivas e ausência de escuta ativa impactam diretamente na saúde emocional dos colaboradores. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o segundo país com mais casos de burnout no mundo.
Falar de saúde emocional no trabalho não é perfumaria — é política de cuidado e sustentabilidade humana. Vai além de campanhas pontuais: trata-se de criar uma cultura onde pausas, escuta, empatia e equilíbrio sejam práticas constantes.
#PausaPelaSaúde – um convite à consciência
Neste 5 de agosto, o Cibrius propõe um gesto simples, porém simbólico: uma #PausaPelaSaúde.
Uma pausa para beber água.
Uma pausa para respirar com mais atenção.
Uma pausa para marcar um exame.
Uma pausa para cuidar de si.
Cuidar da saúde é um exercer responsabilidade consigo mesmo. Não precisa começar com grandes mudanças — pode começar com um simples “sim” ao próprio bem-estar.
Fonte: OMS