Data: 14/09/2026

Neste Setembro Amarelo, o convite ao cuidado também passa pela forma como lidamos com o dinheiro, fazemos escolhas e planejamos o futuro.

Quando falamos em saúde emocional, pensamos em acolhimento, relações, descanso, qualidade de vida e na importância de buscar ajuda quando necessário. Mas o bem-estar também está relacionado a outras dimensões da nossa vida e a saúde financeira é uma delas.

Dinheiro pode representar segurança, liberdade e realização de projetos, mas também pode ser fonte de preocupação, ansiedade e conflitos. Em um cenário em que as apostas online estão cada vez mais presentes no cotidiano, e o consumismo exagerado ganha espaço, essa relação merece ainda mais atenção, especialmente quando falamos de saúde emocional.

Quando dinheiro e saúde mental se encontram

Problemas financeiros podem afetar diferentes aspectos da vida: sono, relacionamentos, autoestima e a capacidade de lidar com o dia a dia. Ao mesmo tempo, momentos de sofrimento emocional também podem influenciar nossas escolhas e comportamentos financeiros.

Uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box, em agosto de 2026, mostra a dimensão dessa relação: 89% dos brasileiros entrevistados afirmaram que problemas financeiros já afetaram sua saúde mental. A qualidade do sono aparece como um dos principais impactos, citada por 71% dos participantes. O levantamento também aponta que 70% das pessoas que enfrentaram dificuldades relacionadas à saúde mental acumularam dívidas, enquanto 64% passaram por desorganização financeira.

A pesquisa mostra ainda que 76% dos entrevistados acreditam que a educação financeira pode contribuir para melhorar a saúde mental. Os dados não significam que problemas financeiros sejam, por si só, responsáveis por questões de saúde mental. Eles mostram, porém, que dinheiro, emoções e comportamento estão conectados.

Bets: quando a busca por dinheiro rápido pode se transformar em problema

Essa relação ganha ainda mais importância em um cenário em que as apostas online estão cada vez mais acessíveis. As chamadas bets aproximam, em poucos cliques, a expectativa de ganho financeiro, a impulsividade e a busca por recompensas imediatas.

O Ministério da Saúde trata esse tipo de apostas como uma questão de saúde pública e alerta para consequências que podem atingir a saúde mental, as finanças, os relacionamentos e a rotina. Dados do III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD 2023), citados pelo Ministério, indicam que, entre as pessoas que já apostaram, 7,3% apresentaram jogo de risco ou problemático e 4,4% preencheram critérios para transtorno do jogo.

Entre os fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de um comportamento problemático estão a impulsividade, a busca por recompensas imediatas e o uso das apostas como tentativa de aliviar emoções difíceis ou escapar de problemas.

Por isso, o alerta não é apenas financeiro. Quando apostar passa a comprometer o orçamento, os relacionamentos, a rotina ou o bem-estar, é importante reconhecer os sinais e buscar ajuda.

O consumismo exagerado pode transformar o ato de comprar em uma forma de aliviar emoções, buscar satisfação imediata ou compensar frustrações. Quando esse comportamento se torna frequente e descontrolado, pode gerar endividamento, culpa, ansiedade e conflitos familiares. Por isso, compreender a relação entre emoções, consumo e dinheiro é também uma forma de cuidar da saúde emocional.

Antes de comprar, pergunte-se se realmente precisa daquele produto ou se está buscando aliviar uma emoção. Estabeleça limites para os gastos e planeje suas compras, evitando decisões por impulso. Cuidar das emoções e manter uma relação consciente com o dinheiro também é cuidar da saúde emocional.

Quando pensamos em consumo, geralmente associamos nosso dinheiro à compra de bens que podemos ver e utilizar imediatamente. Mas também podemos direcioná-lo para produtos intangíveis, que não entregam uma satisfação imediata, mas constroem valor ao longo do tempo. A previdência complementar é um exemplo: em vez de consumir todo o recurso hoje, parte dele é destinada à proteção, à segurança e à realização de projetos no futuro.

E o futuro? Ele também precisa entrar nessa conversa

Pensar na aposentadoria é também pensar na vida que queremos viver no futuro: quais projetos realizar, onde queremos estar e como queremos aproveitar essa fase.

A previdência complementar pode fazer parte desse planejamento, permitindo acumular recursos ao longo da vida profissional para complementar a renda na aposentadoria e contribuir para mais autonomia financeira.

O tema também ganha espaço na educação previdenciária. O Ministério da Previdência mantém o Plano de Educação Previdenciária da Previdência Complementar 2026/2027, reforçando a importância da informação para que as pessoas conheçam melhor suas opções e tomem decisões mais conscientes sobre o futuro.

Porque cuidar do futuro também é cuidar de si. 💛

Fontes: