Data: 30/07/2026
Todos os dias, tomamos decisões que só são possíveis porque confiamos nas pessoas e nas instituições ao nosso redor. Entramos em um elevador sem conhecer o engenheiro responsável pelo projeto. Realizamos uma transferência bancária sem saber quem desenvolveu o sistema que processa a operação. Compramos um medicamento acreditando que ele foi produzido de acordo com rigorosos padrões de qualidade. Atravessamos uma ponte sem questionar quem assinou seu cálculo estrutural. E, ao aderir a um plano de previdência complementar, acreditamos que um compromisso assumido hoje será honrado daqui a 20, 30 ou até 40 anos.
Seria inviável confirmar, uma a uma, a honestidade, a competência e a responsabilidade de todos os profissionais envolvidos em cada uma dessas situações. A vida em sociedade depende de algo que dispensa essa verificação permanente: a confiança.
Ela não surge espontaneamente. É construída ao longo do tempo, quando pessoas e instituições agem com ética, responsabilidade e coerência entre o que dizem e o que fazem. Essa combinação reduz incertezas, fortalece relações e permite que organizações assumam compromissos de longo prazo com segurança e credibilidade.
Um ativo invisível, mas mensurável
A confiança pode parecer um conceito abstrato, mas seus efeitos são concretos.
O Edelman Trust Barometer 2025, uma das mais abrangentes pesquisas sobre confiança institucional no mundo, ouviu mais de 33 mil pessoas em 28 países e revelou um dado preocupante: apenas 34% dos brasileiros acreditam que as próximas gerações terão uma vida melhor do que a atual. O levantamento também mostra que a percepção de ética e competência influencia diretamente o grau de confiança depositado em empresas, governos e demais instituições.
Os resultados refletem um cenário em que a credibilidade se tornou um patrimônio cada vez mais relevante para organizações públicas e privadas.
Ao mesmo tempo, nunca houve tantos mecanismos de controle. Auditorias, certificações, normas, fiscalização, autenticação em duas etapas, rastreamento digital, inteligência artificial e sistemas de monitoramento passaram a fazer parte da rotina das instituições.
Ainda assim, esses instrumentos não substituem a confiança.
A transparência permite acompanhar processos. A confiança é construída quando existe coerência entre o que uma organização declara e aquilo que efetivamente pratica. É essa consistência, desenvolvida ao longo do tempo, que fortalece sua reputação.
A ética como fundamento da confiança
Se a confiança permite que a sociedade funcione, o que a sustenta?
A resposta está na ética.
Durante muito tempo, ela foi tratada principalmente como um instrumento para prevenir fraudes, desvios ou conflitos de interesse. Sua função, porém, é mais ampla.
É a ética que orienta decisões quando não há respostas prontas, fortalece relações entre pessoas e instituições e oferece segurança para que compromissos sejam assumidos e cumpridos ao longo do tempo. Leis, regulamentos e contratos continuam indispensáveis, mas nenhum deles é capaz de prever todas as circunstâncias da vida. Em muitos momentos, são os princípios éticos que orientam escolhas e preservam a legitimidade das decisões.
O custo invisível da desconfiança
A confiança costuma ser percebida apenas quando começa a faltar.
Quando ela se enfraquece, organizações precisam ampliar controles, reforçar auditorias, exigir novos documentos e criar etapas adicionais de validação para reduzir riscos. Em muitas situações, essas medidas são necessárias. Ainda assim, revelam um efeito pouco discutido: a desconfiança torna processos mais lentos, aumenta custos, dificulta decisões e amplia a burocracia.
Por outro lado, ambientes pautados pela ética e pela integridade tendem a operar com maior eficiência. Relações construídas sobre confiança reduzem a necessidade de controles compensatórios e favorecem decisões mais ágeis, sem abrir mão da segurança e da responsabilidade.
A integridade se constrói no cotidiano
A ética raramente se manifesta apenas em situações extraordinárias. Ela se revela, sobretudo, nas decisões tomadas diariamente.
A maneira como uma organização trata informações, protege dados, reconhece erros, administra conflitos de interesse ou cumpre compromissos demonstra, na prática, os valores que orientam sua atuação. São essas escolhas, repetidas de forma consistente, que fortalecem a cultura institucional, consolidam reputações e fazem da confiança uma consequência natural.
Um compromisso que atravessa gerações
Na previdência complementar, essa reflexão assume uma dimensão ainda maior.
Poucas atividades lidam com horizontes de tempo tão extensos. Ao ingressar em um plano de previdência, o participante estabelece uma relação que poderá atravessar décadas. Durante esse período, espera que os recursos confiados à entidade sejam administrados com responsabilidade, transparência e respeito aos seus interesses.
Essa expectativa está diretamente ligada à confiança construída entre a entidade e seus participantes ao longo do tempo, uma confiança que depende da atuação ética e consistente de todos os envolvidos.
Para a diretora-presidente do Cibrius, Eugênia Maria Rocha de Oliveira, esse compromisso se fortalece nas decisões do dia a dia.
“A confiança é construída todos os dias. Ela nasce da forma como conduzimos nosso trabalho, das decisões que tomamos e do respeito com que tratamos as pessoas. No Cibrius, administramos recursos que representam sonhos e projetos de vida de longo prazo. Por isso, a ética precisa estar presente em cada ação, orientando nossas decisões e fortalecendo a relação de confiança com participantes, assistidos, patrocinadoras e colaboradores.”
Confiança como compromisso
Na previdência complementar, confiança e ética são indissociáveis. É dessa relação que nasce a credibilidade necessária para administrar recursos destinados ao futuro de milhares de pessoas. No Cibrius, esse compromisso orienta a atuação da Entidade e se traduz em uma gestão responsável, transparente e alinhada aos interesses de participantes, assistidos e patrocinadoras.
Fontes: https://www.edelman.com/br/pt-br/trust/2025/trust-barometer