Por: Caroline Martins | Data 02/10/2025
Todo mês de outubro, nós do Cibrius reforçamos uma mensagem poderosa: o combate ao câncer de mama não pode se limitar a um laço rosa ou a um autoexame eventual. Trata-se de cultivar consciência, adotar hábitos que protegem o corpo e cuidar da mente, e reconhecer que a prevenção deve ser constante.
Cenário atual
- No Brasil, segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer) estima-se que para cada ano do triênio 2023-2025 sejam diagnosticados cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama entre mulheres.
- De acordo com o Ministério da Saúde, o câncer de mama é responsável por cerca de 28% dos casos novos de câncer em mulheres no Brasil, sendo o de maior incidência (excluindo os tumores de pele não melanoma).
- Dados do Painel Oncologia Brasil, analisados pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) apontam que aproximadamente 33% dos casos diagnosticados recentemente ocorrem em mulheres com menos de 50 anos, entre 35 e 49 anos.
- Embora o risco aumente com a idade, ter fatores de risco não é sentença — muitos casos surgem em pessoas sem histórico familiar, e a detecção precoce faz toda a diferença.
- Apesar de estar fortemente associado às mulheres, o câncer de mama também pode atingir homens, embora seja mais raro. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 1% de todos os casos de câncer de mama ocorrem em homens. Isso significa que, para cada 100 diagnósticos em mulheres, pelo menos 1 homem também recebe o diagnóstico. O grande desafio é que, por falta de informação, muitos homens não desconfiam que podem desenvolver a doença, o que acaba atrasando o diagnóstico.
Esses números nos lembram: não podemos esperar “chegar lá” para cuidar. O cuidado começa agora.
Fatores de risco
Alguns fatores não estão sob nosso controle; outros podemos abordar com escolhas conscientes:
Não modificáveis:
- Ser mulher e envelhecer – os casos se concentram principalmente após os 50 anos.
- Histórico familiar e mutações genéticas (ex: BRCA1, BRCA2) aumentam o risco em alguns casos.
- Fatores reprodutivos: menarca precoce, menopausa tardia, primeiro filho tardio etc.
Modificáveis (onde a prevenção atua):
- Sobrepeso e obesidade: especialmente após a menopausa, o tecido adiposo produz hormônios que favorecem esse risco.
- Sedentarismo: movimentar o corpo é um escudo
- Consumo de álcool: há evidências claras de que mesmo níveis moderados elevam o risco. Sa
- Terapia hormonal pós-menopausa: o uso prolongado pode aumentar o risco.
- Dieta desequilibrada: comidas ultraprocessadas, gorduras saturadas, pouco consumo de frutas, legumes e fibras.
Estratégias de prevenção eficazes
- Alimentação consciente: encha metade do prato com verduras, frutas e vegetais; priorize grãos integrais e proteínas magras.
- Atividade física regular: 30 minutos por dia já traz benefícios hormonais e metabólicos protetores.
- Manter peso saudável: evitar ganho de peso, principalmente após a menopausa, ajuda a reduzir riscos associados.
- Limitar álcool e evitar tabagismo: pequenas doses ainda aumentam o risco.
- Atenção ao uso de hormônios: conversar com profissionais de saúde antes de iniciar terapia de reposição hormonal e avaliar os riscos.
- Exames de rastreamento: a mamografia continua indispensável, especialmente a partir dos 40-50 anos ou conforme orientação médica.
- Mapeamento genético quando indicado: pessoas com histórico familiar relevante podem fazer testes para orientar vigilância personalizada.
Cuidar da mente também é prevenção
O impacto psicológico de um diagnóstico de câncer é profundo. Medos, ansiedade, incertezas e estresse são reais e requerem atenção. O apoio emocional, seja por terapia, grupos de suporte ou acompanhamento psicológico, faz parte da prevenção integral. Enfrentar o espelho, reconhecer vulnerabilidades e falar sobre isso é tão vital quanto fazer exames físicos.
🎙️ Fique ligado: próximo episódio do Cibriuscast
Ainda este mês, no Cibriuscast, traremos um episódio imperdível sobre o Outubro Rosa: a participação da Dra. Ana Carolina Salles, oncologista, abordará temas fundamentais sobre prevenção, diagnóstico e a relação cérebro-corpo na saúde mamária. Vale acompanhar para aprofundar-se no tema com uma visão técnica e humana.
💗 O Outubro Rosa não pode ser apenas um mês rosa. Ele nos lembra que cuidar da saúde hoje é garantir que possamos chegar com qualidade de vida para aproveitar a aposentadoria no futuro. No Cibrius, entendemos que prevenção, bem-estar físico e mental são aliados da segurança financeira: afinal, patrimônio e planejamento só fazem sentido quando temos saúde para desfrutá-los.
Que nossas escolhas diárias construam uma vida mais segura, saudável e plena.
Ouça o podcast completo sobre o Outubro Rosa: https://www.youtube.com/watch?v=ljv9OPQaKiY&list=PLlikLQzTsKZPC-dtCD1KLfSS6R92Dt2ir
FONTES: Incidência — Instituto Nacional de Câncer – INCA
Câncer de mama — Ministério da Saúde
Câncer de mama: uma em cada três pacientes tem menos de 50 anos | Agência Brasil
Fatores de risco — Instituto Nacional de Câncer – INCA
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